segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Chuva... Frio...


Não sei de que gosto menos, se da chuva se do frio. Só sei que quando se juntam dão-me cabo dos dias!
O frio com chuva cola-se a nós e vai ensopando tudo até chegar aos ossos e à alma. As cores são pardacentas e acinzentadas como se tivessem vergonha de se mostrar...são cores feias, tímidas e inseguras como se a natureza toda estivesse ensopada até à alma.


Preciso de sol e/ou de calor! Detesto estes dias em que não apetece viver... apetece hibernar até que valha a pena sair da cama outra vez...

Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro... Março. Ainda falta uma bocado...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Pois...

Somos um povo que acredita em contos de fadas...
De facto não há melhor exemplo para caracterizar o modo de estar Português que a história do D. Sebastião. "Ele há-de voltar, num dia de nevoeiro, para nos salvar das mãos dos Espanhóis". Já naquela altura o povo era assim... a solução fácil sempre foi a preferida, excepto em alturas muito pontuais em que tivemos alguém forte e de mente aberta a governar-nos, mas mesmo essas contam-se pelos dedos de uma mão.
Com o 25 de Abril é a mesma coisa. Quarenta anos mais tarde o povo continua à espera das maravilhas que a revolução lhes prometeu, e que, para dizer a verdade nunca lhes deu, porque não podia dar.
"Acabe-se com o Estado Novo que há-de vir alguém para nos salvar" mas quem? Pergunto eu."Vamos entrar na União Europeia, eles vão resolver o nosso problema" eles quem? Pergunto eu. "Vamos correr com o governo e com a Troika que o nosso problema se há-de resolver" Como? Pergunto eu." A Monarquia, é isso! A monarquia vai-nos tirar da crise" Irá mesmo? pergunto eu. Ninguém responde, tudo caladinho que nem ratinhos.
Os únicos que nos podem tirar da crise somos nós e para isso é preciso que TODOS os Portugueses assumam a sua cota parte de responsabilidade (1/10000000), cada um como puder, mas isso dá uma trabalheira.
Existe uma razão para apesar de  pequenos,sermos o país onde se joga mais ao Euro Milhões. O objectivo é a solução mais fácil, sempre!
E é por isto que acho ridículo que 40 anos depois haja tanta gente (a maioria já nascidos depois de 1974 que é no mínimo irónico) a comemorar o 25 de Abril como se tivesse sido a melhor coisa que nos aconteceu... O sapo não virou príncipe, lamento.
Nós somos a cigarra da história, sempre fomos e sempre seremos, somos preguiçosos, individualistas e estamos sempre à espera que alguém (é engraçado porque até os Portugueses ateus acreditam nesta entidade algo paternalista "solucionadora") nos resolva os problemas.
Enfim acho que o 25 de Abril, e agora visto à distância de 40 anos, correu mal, ou melhor, não correu mal nem bem, na realidade não serviu para grande coisa...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Não Gosto de Fundamentalismos

Não gosto de fundamentalistas Anti-Tabaco... aqueles que se põem a cuspir e a tossir só porque viram uma beata no apagada no cinzeiro da mesa da esplanada onde se sentaram... da mesma forma que não gosto dos fundamentalistas Pró-Tabaco que fumam onde querem e bem lhes apetece e sopram orgulhosamente o fumo para cima de quem os rodeia com a insistência e a arrogância de quem sabe perfeitamente que o que está a fazer é errado, mas é incapaz fisicamente de o admitir.
Não gosto de fundamentalistas Anti-Cães, que acham que os cães são porcos e sujos e a origem de todos os males do mundo, acham que todos os cães são perigosos e feios e as pessoas que têm cão doentes mentais, do mesmo modo que não gosto de fundamentalistas Pró-Cães que não admitem que alguma alma no mundo não goste do seu bobby e que, apesar de ficarem escandalizados se virem um miúdos de 3 anos a fazer xixi para uma árvore, fazem questão de não apanhar o cocó do cãozinho do passeio, e nem lhes entra no entendimento que alguém possa ter de facto medo do cão... "Mas ele não faz mal" dizem muito convencidos. Passo a explicar: Eu não o/a conheço e como tal não sou obrigado/a a acreditar no que o/ senhor/a diz por isso ponha mas é a tela no raio do canito e pronto! Se eu lhe apontasse uma espingarda e dissesse: "Não se preocupe que eu não disparo" o que é que fazia? Ah pois é...estamos entendidos?
Detesto condutores fundamentalistas das regras que apitam e chateiam quem não pára num stop, mesmo quando não vem lá nenhum, quem não pára na passadeira porque não vem ninguém a trás e a senhora que está à espera de passar pode perfeitamente passar 10 segundos mais tarde, detesto quem bloqueia cruzamentos porque está extra cioso da sua prioridade, mesmo quando o transito está parado e os desgraçados, sem prioridade têm a estrada, depois do cruzamento, vazia. E da mesma forma abomino aqueles humanoides que entram nas rotundas à campeão, passam encarnados e esticam o limite de velocidade como se mais ninguém no mundo importasse para além deles próprios. Estes últimos são mais perigosos porque na realidade, e sem ser preciso exagerar muito são potenciais assassinos... e já nem falo de quem circula nas bermas, de quem guia bêbado ou com sono, enfim...
Não gosto de fundamentalistas de Direita ... nem de Esquerda, credo! Detesto gente que segue doutrinas sem pensar, nem questionar... Não sou grande apreciadora de Política, mas isso é todo um novo assunto.
Não gosto do fundamentalismo dos adeptos futebolísticos (ou de qualquer outro desporto note-se, mas cá em Portugal o futebol é rei), gente que é capaz de torcer por uma equipa da Nicarágua só para não torcer por outro clube Nacional que não o seu... gente que, mais do que gostar de ganhar, gosta que os outros percam...
Não gosto de fundamentalismos religiosos... Acredito em Deus e acredito em pessoas inteligentes, mesmo que discorde delas... Acho que se Deus criou a inteligência será inteligência Ele próprio o que impossibilita que seja fundamentalista o que faz com que qualquer fundamentalismo religioso não seja senão uma contrariedade da própria religião.
Acredito nas pessoas inteligentes como já disse... Acredito nas pessoas que escolhem o seu caminho, fazem as suas opções, vivem com as consequências do que escolheram ou fizeram. Acredito nas pessoas que mesmo que não pensem como eu, pensam. Gosto e admiro profundamente as pessoas que pensam!... Não gosto de fundamentalismos...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ano novo vida nova?!... E se eu não quizer?

2010 tem aquela magia especial que todos os números redondos têm. Não sei se é por ter nascido num deles mas gosto destes números "arrumadinhos", tanto quanto gosto de contas certas.
Tento por isso não pôr demasiadas esperanças no ano que começou para não sobrecarregar, ainda tão novinho que é, com tanta responsabilidade, e a verdade é que não foi para isso que mudámos de ano, não foi para recomeçar mas sim para continuar, é só mais um degrau.
Entrei no ano sentada, nem com o pé direito, nem com o esquerdo no chão, bem... na verdade entrei foi com os dois, mas com o pequenote ao colo que é bem melhor que saltitar ridiculamente de um pé para o outro ao bater da meia-noite.
Comi as 12 passas já era quase 1 da manhã, que uma pessoa não tem mãos para tudo, e ... não pedi desejos, deixei à consideração de quem de direito!
Bebi espumante...isso sim! ... e diverti-me! Não é esse o objectivo? Passar de ano a fazer aquilo que gostariamos de fazer todo o ano?
Fiz algumas resoluções... não foram 12, nem sei quantas...sei que tenho muito mais certeza de que as vou cumprir do que terei lá para Maio ou mesmo já para o mês que vem, que as resoluções de ano novo têm essa caracteristica é que podem perfeitamente transitar para o ano seguinte.
Tenho uma responsabilidade acrescida este ano...tenho sim! E essa não transita para lado nenhum... e uma alegria acrescida também!... E porque não? ... mais esperança!
Não quero uma vida nova! Quero aquela que estou a viver!
Não preciso de uma caderno em branco... quero é que o caderno tenha ainda muitas folhas em branco para encher de coisas novas, mas também quero poder folheá-lo para trás e espreitar, de quando em vez, o que já se passou.
Ano novo vida nova?... Nããã... Venha o ano novo! A vida está bem como está!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

To take or not to take... that is the question!!


O quê? Perguntam-me... a vacina da gripe A.

Um dilema que me preocupa há já alguns meses, não fosse eu estar grávida e, por isso mesmo, inserida num grupo de risco.

Tão depressa ouço dizer que sim que devo tomar, como ouço o contrário com exactamente a mesma convicção.

E os argumentos? Confesso que nenhuns me convencem... tal não é o bombardeamento de informação de que somos vítimas.

Aqueles que são a favor dizem que o virus está morto na vacina e que não é agressivo, dizem que a probabilidade de complicções decorrentes da virose em grávidas é 4 vezes superior às de uma pessoa normal saudável (Muito embora tenha já ouvido dizer também que é 10 vezes superior...decidam-se), dizem que é importante que as mães sejam vacinadas para poderem transmitir a imunidade ao bébé.


Mas depois há tudo o resto... em termos de contágio esta gripe é sem dúvida bem pior que a gripe sazonal comum, mas... e em termos de virulência?...Ninguém responde objectivamente. Será legítimo pensar que para qualquer gripe uma mulher grávida é mais vulnerável a complicações, sera até mesmo legítimo pensar que seja qual for a doença uma mulher grávida está sempre muito mais susceptível a complicações?... mas isso não é novidade...

No meio disto tudo decidi vacinar-me...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Depois de longa ausência...

Não tenho desculpa para andar tão ausente.

Desempregada...tenho passado até algum tempo em casa até porque os quase 8 meses já pesam na barriga e apetece estar sosssegada.


Não tenho escrito porque sinceramente não tem havido assunto que me tenha apetecido comentar, ou sobre o qual me tenha apetecido reflectir nos últimos meses.


O mundo (e quero com isto dizer o universo que me rodeia) tem-se modificado muito e muito depressa no último ano.


Desapareceu da minha vida uma pessoa extraordináriamente importante, não só para mim como para aqueles que me são mais próximos e queridos... quase de repente, quae de um dia para outro, sem avisos nem suspeitas... quase de mansinho...pé ante pé. E ficou para trás um lugar vazio... um buraco enorme na rede por baixo do meu trapézio.


Viajei... fui a São Tomé e depois aos Açores... curiosamente todos ilhas, e curiosamente ambos lugares que me marcaram profundamente e que invocaram saudades e me facinaram pelo tamanho peso da sua diminuta dimensão e pela pressão colossal que a vida e a natureza exercem em ambos os arquipélagos.


Apareceu na minha vida uma pessoa muito especial... com quem estou todos os dias e a todas as horas mas que ainda não vi... e que é mais um bocadinho de mim no mundo... e para quem serei rede debaixo do seu trapézio. Que vou receber de braços abertos, coração despido e escancarado... Por quem, sem saber, esperei toda a vida até agora.


E depois aconteceram outras coisas... nem sei bem o quê... graves? Importantes? Talvez sim, mas ... isso são coisas da vida! A Vida... essa sim é mais importante!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Ainda há destas coisas...


Ora bons dias estimados leitores!



Escrevo-vos para partilhar convosco uma preocupação que julgo ser de todos: O lixo nas praias.



No fim-de-semana passado fui fazer surf a carcavelos, como vou até algumas vezes embora não tantas quanto gostaria...



Como já devem ter reparado, mesmo aqueles que não são surfistas, nós costumamos vestir os fatos no carro e seguir para a praia descalços e com a prancha debaixo do braço para que não fique nada na areia que possa ser roubado (Outra infelicidade das nossas praias são os assaltos).



A praia de carcavelos é uma praia bem bonita. Sempre o achei e agora que lá vou de quando em vez fazer umas ondinhas ainda acho mais, até porque a Câmara de cascais arranjou os parques de estacionamento de forma que se torna muito mais apetitoso lá ir até para estar a tomar um café numa esplanada.



Ora estava eu toda contente com estas inovações e a apreciar a paisagem quando iniciei caminho até ao mar, descalça e ... lá está...a bela da prancha debaixo do braço... Claro está que desde que iniciei caminho não mais pude apreciar as vistas, nem tão pouco escolher o melhor sítio para entrar no mar tal era o lixo que se acumulava na areia. Lixo... e "presentes" caninos!



Acho indecente que, com as centenas de caixotes de lixo que existem nas praias, com todas a informação a que as pessoas agora têm acesso, relativamente à poluição e suas consequências, que apesar de saberem ser proíbido levar animais para as praias concessionadas, o continuem a fazer impávidas e serenas como se não fosse nada com elas e continuem descaradamente a deitar para o chão porcarias inacreditáveis.



Conclusão: Nunca mais fui descalça para areia e agora levo sempre os chinelos mesmo correndo o risco de voltar da água e eles não estarem lá à minha espera porque não quero tera ainfelicidade de pisar alguma coisa de que mais tarde me venha a arrepender.



Por favôr... tenham respeitro pelos outros e por vós próprios e mantenham as praias limpas.



Tenho dito!